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Cauda Longa – Do mercado de massa para o mercado de nicho

Posted in Internet on September 26th, 2008 by admin – 5 Comments

O assunto abordado em a Cauda Longa – Do mercado de massa para o mercado de nicho escrito por Chris Anderson, editor-chefe da revista Wired desde 2001, refere-se a um termo adotado por ele e que atualmente é muito utilizado por diversas empresas para obter sucesso no mundo atual.
Inicialmente é necessário entender como mercado atuava antes da rede mundial de computadores, a Internet, as empresas buscavam e algumas continuam buscando somente por produtos de sucesso os chamados “hits”.
Os “hits” são produtos bastante procurados pelo público, não param nas prateleiras, são apreciados por muita gente, tem um índice alto de consumo, existe uma grande demanda, possuem um grande investimento de marketing e comunicação para promovê-los (sejam eles filmes, programas de TV ou rádio, músicas, livros, sapatos, espaço publicitário, ou a simples informação) com grande potencial de obter o retorno do investimento e realização de lucros.
O investimento nos “hits” é uma boa estratégia utilizada para maximizar os ganhos, procurando disponibilizar os produtos que a massa irá consumir, aproveitando todos os recursos e assim minimizar os efeitos da escassez dos espaços (espaço físico nas prateleiras, seja de locadoras, lojas de varejo, estoques, centros de distribuição, salas de exibições em cinemas, ondas de rádio ou TV, centímetros nas revistas e jornais), pois eles possuem custos, como aluguel, funcionários, manutenção, despesas indiretas e entre outros.
Com o advento da Internet, produtos raros ou músicas que as gravadoras ou vídeos que as produtoras não quiseram promover, vídeos amadores, músicas de bandas de garagem, livros eletrônicos (não foram publicados por editoras), notícias redigidas por usuários em seus blogs, produtos usados, entre outros, consegue encontrar um espaço no mundo virtual, pois o custo do bit é muito mais barato que o custo do centímetro quadrado no mundo real para promovê-los.
A internet trouxe a possibilidade de novos produtores, qualquer internauta tem a possibilidade de criar, disponibilizar, ajudar na produção (colaborativa – Wikipédia) de conteúdos, músicas (iTunes), vídeos(YouTube), ou vender produtos (Customer To Customer – Ebay) para outro internauta interessado.
Essa quantidade de opções de produtos disponibilizada no mercado virtual, conseguiu atender uma demanda latente, que não era explorado pelas empresas (lojas físicas, emissoras de TV ou rádio, e outras) por se tratar de pequenos nichos, pequenos porém não menos importantes, pois o volume somado dos nichos equivale mais que a soma dos hits, porém impossível para as empresas físicas atenderem sem aumentarem os seus custos com os espaços.
Quando se representa graficamente a popularidade (ou quantidade de vendas) com a variedade de produtos (ou conteúdo), percebemos que no início do gráfico temos a “cabeça” (os hits) em grande quantidade de popularidade porém localizado em poucos produtos e o restante do gráfico a “cauda longa” com menos quantidade de popularidade porém em grande quantidade de produtos. Se somados a popularidade da “cauda longa” e comparado com a soma da “cabeça”, concluiremos que a cauda longa possui uma maior popularidade.
A regra do 80/20 de Pareto/Zift que no mundo dos negócios é dito que 80% da receita são obtidos por somente 20% dos produtos ou que 80% da nossa produtividade são feitos com 20% do nosso tempo, atualmente essa regra não se diz verdadeira por algumas razões com a Cauda Longa a quantidade de produtos oferecidos são amplamente maiores, as buscas e filtros tornam fácil o encontro desses produtos no mundo virtual e o modelo econômico de mercado de nichos distribui a receita entre os produtos sejam eles “hits” ou não.
Anderson através de dados estatístico comprovou que com a cauda longa podemos considerar a regra dos 98%, que nos mostra que 98% dos produtos disponíveis para o consumidor on-line são consumidos com certa freqüência, claro que os “hits” em grande quantidade, porém a soma dos produtos de nichos equivale um valor maior que os “hits” somados.
Isso ocorre pois o consumidor on-line não possui a barreira da localização e do espaço físico, ele tem a sua disposição todos os produtos, em sua tela, utilizando a busca, os filtros ele consegue encontrar o que procura. A escassez ou limitação de espaço em lojas tradicionais (físicas) forçam com que os lojistas dêem preferência aos “hits” como é o caso por exemplo da Wal-Mart que possuem 4.500 títulos de CD disponível em suas lojas enquanto a Amazon lista cerca de 800 mil títulos.
O uso do conceito da cauda longa está presente em muitas empresas são citados como case as empresas Google, Netflix, Yahoo, Wikipédia, Amazon, Ebay, Lego entre outros.
Enfim, o mercado de massa funciona, mas não com a mesma intensidade que antes, a tecnologia, não somente a internet, mas como o vídeo game, celular, TV a cabo, P2P, o TIVO e outros estão tirando o consumidor à busca de “hits” e criando alternativas para ele ser diferente, atender as necessidades e desejos próprios. E para atender esse consumir as empresas deverá investir no mercado de nicho, disponibilizando uma maior quantidade de alternativas, na personalização e em comunidades para estar próximo dele para entender quais os seus desejos e suas necessidades.

Recomendo a leitura deste livro.
Fonte: A cauda longa – Do mercado de massa para o mercado de nicho

O que é web 2.0?

Posted in Internet on November 12th, 2007 by admin – Be the first to comment

O termo Web 2.0 nasceu diante de uma sessão de “brainstorming” entre a editora O’Reilly e a promotora de eventos MediaLive International para realização de um congresso sobre Internet. O vice-presidente da O’Reilly, Dale Dougherty percebeu alguns fatores semelhantes entre as empresas que sobreviveram ao “estouro da bolha” e que a internet estava cada vez mais importante, o colapso havia mostrado o caminho da Web 2.0.

Em 2004, a Conferência WEB 2.0 que foi um grande sucesso, nos anos seguintes houve outras edições da conferência e repetindo o sucesso, maior ainda foi o nome “Web 2.0” que conquistou o público e hoje é um termo muito difundido entre os profissionais da área, a mídia e os clientes.
No ano seguinte da primeira edição da Conferência Web 2.0 o presidente Tim O’Reilly publicou um artigo sobre o conceito Web 2.0, um documento que até hoje descreve com total sabedoria qual as diferenças entre a Web 1.0 e a Web 2.0.
Antes de aprofundar na Web 2.0 é necessário destacar que não é a mesma coisa que a Internet 2[1], enquanto a Web 2.0 se diz a respeito do site, serviços, experiência on-line, como detalharemos mais adiante, a Internet 2 está atrelada à infra-estrutura, uma rede de computadores muito rápida, no Brasil com uma velocidade inicial de 155 Mps (megabits por segundo) e podendo alcançar a marca de 2,5 Gbs (Gigabits por segundo), interligando instituições acadêmicas, governamentais, hospitais, alguns prestadores de serviços.
O conceito de Web 2.0[2], segundo Tim O’Reilly a “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva”.
Tirando uma conclusão rápida, enquanto a Web 1.0 conectava computadores, sites, na Web 2.0 a pretensão é conectar pessoas, criar comunidades, veremos no decorrer do texto que o papel do usuário, o internauta tornou mais rica.
Desde a Web 1.0 a idéia da “web como plataforma” foi bastante difundida pela Netscape, na época líder absoluto no mercado de navegadores, a Netscape disseminava uma estratégia de altos preços dos produtos para servidores, e também o controle dos padrões para exibição do conteúdo e aplicativos para os navegadores, porém a Microsoft incorporou o Internet Explorer no seu sistema operacional Windows e acabou conquistando a liderança, fazendo com que os produtos para os servidores web e navegadores se tornassem commodities, transferindo o seu valor para sites de serviços via plataforma web.
Na Web 2.0 “a web é a plataforma e o software um serviço” significa que os sites, os aplicativos web não necessita como pré-requisito um determinado sistema operacional, seja Unix, Linux, Windows, MacOS ou outro qualquer ou até mesmo um determinado navegador, o software não está instalado no computador local, e sim no servidor, com isso havendo a conexão para a internet utilizando um navegador é possível ter acesso ao serviço via plataforma web.
Um aspecto com relação aos programadores, é que o sites, ou aplicativos web possuem a característica do “beta perpétuo”, pois se abandona os ciclos de lançamentos que os programas para desktop possuem, na Web 2.0 os serviços são alterados, atualizados, corrigidos e melhorados com o tempo, com a participação contínua do usuário enviando sugestões, reportando erros, tendo um comprometimento com o usuário.
Uma técnica bastante praticada por diversos serviços da Web 2.0 é a criação de sites, aplicações web completas utilizando diversas fontes de terceiros, por meio de APIs (Interface de Programação de Aplicações), RSS (Really Simple Syndication), Atom, entre outros, esses sites são chamados de Mashup, por meio dessa técnica é possível desenvolver um site, ou aplicativo web mesclando dados do Google Maps com as fotos do Flickr.
A disponibilização das APIs não prejudica as empresas que as desenvolveram, pois nesse novo paradigma o software só tem seu valor se os dados estiverem disponíveis, com isso a base de dados é a vantagem competitiva, quanto mais o software é utilizado, mais dados são gerados e estarão atualizados. Os dados utilizados de maneira adequada tornam-se informação que abstraída por alguém se torna um conhecimento.
Muitos destacam o conteúdo colaborativo e/ou participativo como um ponto diferencial da Web 2.0 porém essa visão já existia antes dela, em sites de fórum, lista de discussão, ou mesmo o My Yahoo que permitia a personalização da página, do layout, dos canais de notícias, da locação do conteúdo. Na Web 2.0 o usuário continua e está muito mais participativo, seja criando conteúdo, ou organizando, mesmo em sites em que o conteúdo não é gerado pelo usuário, ele pode comentar, avaliar ou personalizar.
Atualmente é comum para o internauta dar sugestões para melhorar um serviço, ou tendo conhecimento técnico utilizar as APIs, ou como a grande maioria utilizar sites, aplicações web que facilitam na criação de páginas, blog, fotolog, álbum de fotos, sem precisar conhecer uma única linha de código, recomendar uma notícia ou textos para sejam votados no Digg, fazer algum comentários no blog ou em uma reportagem de um grande portal, criar um verbete no Wikipédia, divulgar os sites favoritos no Del.icio.us, personalizar a sua página no Netvibes com os veículos de comunicação preferidos, dar uma nota ou descrever do que achou do produto no Submarino, entre outras diversas ações.
Toda essa participação dos usuários cria-se o que chamamos de “inteligência coletiva”, e diversos serviços são sucessos tendo o conteúdo totalmente desenvolvido pelos próprios usuários, podemos destacar os sites de relacionamentos como o Orkut (com mais de 68 milhões de usuários, 20 de agosto de 2007[3]), a enciclopédia Wikipédia (com mais de 5 milhões de artigos em dezenas de idiomas, mais de 300.000 artigos em português[4]), se o Wikipédia for comparada com a Enciclopédia Barsa que possui 46.800 verbetes, e com a vantagem da Wikipédia ser atualizável a qualquer momento, já na Barsa deverá esperar até a próxima edição.
A mesma inteligência coletiva também proporcionou uma nova maneira de indexar as informações, a Folksonomia[5] (folks – origem da palavra inglesa significa pessoas), os próprios usuários classificam o conteúdo, utilizando um linguajar natural da comunidade, determinando as palavras-chaves que acharem mais adequadas, o mesmo conteúdo (foto, texto no blog, podcast, link, e-mail, vídeo, qualquer conteúdo) pode receber diferentes e diversas palavras-chaves, como acontece noFlickrGmailWordpressYou TubeDel.icio.us, entre outros.
Diferente do que acontece com os diretórios, a Taxonomia (ciência que lida com a descrição, identificação e classificação dos organismos, individualmente ou em grupo), um grupo de pessoas classifica o conteúdo em categorias, claro que existe espaço no mercado para ambos as maneiras de classificar o conteúdo. Alguns exemplos do uso da taxonomia podem ser os diretórios, como por exemplo, o Guia NEI Brasil (guia de produtos e serviços do mercado industrial brasileiro) Guia Mais (guia de produtos e serviços para o público-final), DMOZ (diretório de sites do mundo inteiro, classificado por um grupo de voluntários).
No mercado publicitário online, aconteceram algumas mudanças, antigamente as publicidades mais comuns eram os banners, anúncios pop-ups, havia o objetivo em atender os anunciantes, e se esqueciam dos usuários abrindo a página, e as empresas anunciantes eram na grande maioria as grandes e médias empresas, pois os valores para anunciar eram bastante altos (atendendo somente a cabeça). Com os programa de anúncios da Yahoo! Search Marketing (antiga Overture) e o Google Adword ao invés de anúncios gráficos, janela pop-up, vieram os links patrocinados, anúncios de textos, fácil de serem produzidos, alterados, e mais leves para os usuários, não utilizando o formato invasivo. Por meio dos sites da Yahoo! Search Marketing e do Google Adwords, os anunciantes tem o controle para criar, alterar, pausar a sua própria campanha, os anúncios, as palavras-chaves, sem a necessidade de um intermediário e com os preços mais atrativos para qualquer empresa, seja média, pequena empresa ou até mesmo um profissional liberal (atendendo da cabeça a toda extensão da cauda), novamente percebemos como o usuário vive uma experiência rica.
Um termo utilizado em estatística chamada “cauda longa” é mais um fenômeno que sites como You TubeMercado LivreAmazonWikipédiaGoogle, entre outros utilizaram para crescerem, pois focaram em atender todos os públicos, independente de tamanho, gosto, preferência, particularidade (da cabeça a cauda), em vez de se focarem na fatia que eram mais vendidos, consultados, assistidos, alugados, lidos (a cabeça), como acontece em lojas físicas, como os hiper-mercados, magazines, lojas de roupas, jornal impresso, revistas, locadoras, onde existe a limitação do espaço nas prateleiras, no papel, na mídia.
Enfim percebemos que a Web 2.0 está relacionada às pessoas, a ligação entre elas, a criação de comunidades, a experiência rica do usuário quando participa dos processos, de poder ser mais que um leitor, um agente melhorando os produtos, serviços, conteúdos.
As empresas atentas ao usuário, ouvindo sugestões, preferências, aperfeiçoando os serviços e produtos, tornando mais fácil de usar, conquistando novos públicos, e utilizando a inteligência coletiva para criar uma base de dados para entender o seu comportamento, os desejos, e claro também para aumentarem seus lucros.
[1] Internet 2 – Disponível em <> Acessado em 23 Out. 2007.
[2] Wikipédia – WEB 2.0 – Disponível em <> Acessado em 23 Out. 2007.
[3] Wikipédia – Orkut. Disponível em <> Acessado em 25 Out. 2007
[4] Wikipédia – Wikipédia. Disponível <> Acessado em 25 Out. 2007
[5] Wikipédia – Folksonomia Disponível em <> Acessado em 26 Out. 2007
[6] Wikipédia – Cauda Longa Disponível em <> Acessado em 25 Out. 2007.